pensão alimentícia atrasada

PENSÃO ALIMENTÍCIA ATRASADA: O QUE FAZER E COMO COBRAR?

Você está enfrentando problemas com a pensão alimentícia atrasada? Leia este artigo até o fim e saiba tudo o que pode ser feito para resolver essa situação da forma mais segura e eficaz possível.

Quando o responsável pelo pagamento da pensão deixa de cumprir sua obrigação, a situação pode se tornar crítica — especialmente para famílias que dependem desse valor para manter o bem-estar de crianças e adolescentes.

A pensão alimentícia atrasada pode comprometer o acesso a direitos básicos, como alimentação, moradia, saúde e educação. Por isso, é essencial agir com rapidez e conhecer os caminhos legais disponíveis.

Quais são as principais dores de quem enfrenta pensão alimentícia atrasada?

Entre os principais problemas enfrentados por quem está com pensão alimentícia atrasada, destacam-se:

  • Falta de recursos imediatos para suprir as necessidades da criança;
  • Desgaste emocional causado pelo conflito com o responsável inadimplente;
  • Insegurança jurídica, sem saber por onde começar ou como resolver;
  • Dívidas contraídas por quem deveria estar sendo amparado pela pensão.

O que fazer quando há atraso na pensão alimentícia?

Quando o pagamento atrasa, o primeiro passo pode ser tentar uma resolução amigável, principalmente se houver abertura para diálogo entre as partes. É possível, por exemplo, buscar:

  • Um acordo com acompanhamento de um advogado;
  • A renegociação dos valores em atraso;

No entanto, se não houver acordo, é plenamente possível — e muitas vezes necessário — recorrer ao Judiciário.

Como resolver judicialmente a pensão alimentícia atrasada?

A execução de alimentos é o caminho judicial mais eficiente para cobrar a pensão alimentícia atrasada. Esse procedimento permite cobrar:

  • Parcelas vencidas e não pagas;
  • Parcelas pagas parcialmente (valores pagos a menor);
  • Atualização monetária do valor devido;
  • Juros legais, que aumentam conforme o tempo de inadimplência.

Quais documentos são necessários?

Para dar entrada no processo, o representante legal do menor (geralmente a mãe) deve apresentar:

  • Comprovantes da obrigação (sentença ou acordo homologado);
  • Extratos bancários e recibos;
  • Qualquer documento que comprove a inadimplência.

Como funciona o processo judicial?

Antes mesmo de entrar com a ação, o advogado analisará o caso com atenção, levando em conta o tempo da dívida, os valores devidos e a finalidade desejada com a cobrança. A partir disso, ele irá escolher o rito mais adequado para a execução da pensão alimentícia atrasada: o rito da prisão civil ou o rito da penhora de bens (execução por quantia certa).

Nesse ponto, há dois caminhos possíveis:

1. Execução com pedido de prisão civil

Esse procedimento é mais rígido e rápido, e só pode ser usado para cobrar até três parcelas mais recentes (vencidas e não pagas).

Como funciona:

  • O juiz determina o prazo de 3 dias para pagamento.
  • Se o devedor não pagar nem justificar a impossibilidade, o juiz pode decretar a prisão por até 3 meses, em regime fechado.
  • O cumprimento da prisão não extingue a dívida — o valor continua sendo cobrado.
  • A prisão costuma ser cumprida em cela separada de outros presos (por ser dívida civil, não penal).

Exemplo prático:

Vamos supor que estamos no mês de abril de 2025. João deixou de pagar a pensão dos últimos 3 meses: fevereiro, março e abril de 2025. A mãe da criança ingressou com pedido de execução com prisão em abril de 2025. O juiz determinou que ele pagasse em 3 dias. João ignorou. O juiz decretou a prisão civil por 30 dias. No 15º dia de prisão, a família de João pagou a dívida e ele foi liberado.

2. Execução com pedido de penhora de bens

Esse tipo de execução pode ser usado para cobrar valores mais antigos — inclusive parcelas acumuladas de anos anteriores, desde que dentro do prazo legal.

Como funciona:

  • O juiz também intima o devedor para pagar em 15 dias.
  • Se o pagamento não for feito, o juiz pode determinar:
    • Bloqueio de contas bancárias via sistema Sisbajud;
    • Penhora de bens, como veículos, imóveis, aplicações financeiras, salário (em parte), entre outros;
    • Protesto da dívida em cartório;
    • Inclusão do nome do devedor nos cadastros de inadimplentes, como SPC e Serasa.

Exemplo prático:

Marcos devia R$ 15 mil de pensão alimentícia atrasada desde 2019. A mãe da criança entrou com execução de alimentos com penhora. O juiz bloqueou R$ 8 mil da conta corrente de Marcos e penhorou o carro dele, avaliado em R$ 25 mil, para cobrir o restante da dívida.

Como um advogado pode ajudar?

Um advogado especialista em Direito de Família é essencial tanto para quem busca o recebimento quanto para quem não consegue pagar e precisa se defender.

Com a ajuda de um advogado, é possível:

  • Ingressar rapidamente com ação de execução;
  • Solicitar medidas urgentes (bloqueios, penhoras ou prisão);
  • Negociar acordos;
  • Apresentar defesa ou pedido de revisão de pensão (caso o devedor comprove impossibilidade financeira).

Com toda a certeza, ter um profissional ao seu lado evita erros, acelera o processo e protege os interesses da criança.

E se ainda não houver decisão judicial sobre a pensão?

Antes de cobrar a pensão alimentícia atrasada na Justiça, é indispensável que exista um título executivo judicial — ou seja, uma sentença ou um acordo homologado por um juiz que fixe o valor da pensão.

Caso isso nunca tenha ocorrido, não é possível entrar com uma ação de execução para cobrar valores em atraso. Nessa situação, o primeiro passo é propor uma Ação de Alimentos, com o objetivo de fixar judicialmente a obrigação do responsável pelo pagamento.

Essa ação deve ser proposta por meio de um advogado, normalmente pelo genitor que tem a guarda da criança ou adolescente. A partir da decisão judicial, o valor da pensão passa a ser exigível — e qualquer inadimplência poderá ser cobrada por meios legais.

Por que é tão importante fixar os alimentos judicialmente?

Porque valores não fixados pela Justiça não podem ser cobrados retroativamente. Ou seja, se o responsável nunca pagou nada e a pensão nunca foi formalizada por sentença ou acordo homologado, todo esse período anterior está perdido juridicamente — não pode ser executado.

Isso significa que, quanto mais tempo se espera para fixar judicialmente os alimentos, maior é o prejuízo acumulado para o menor. É por isso que buscar a fixação o quanto antes é uma medida de proteção essencial aos direitos da criança ou adolescente.

Conclusão

Ter a pensão alimentícia atrasada é uma situação grave, mas que tem solução. A Justiça brasileira oferece mecanismos eficientes para garantir o pagamento e proteger quem mais precisa desse recurso: os filhos.

Se for possível resolver amigavelmente, ótimo. Caso contrário, não hesite em buscar apoio jurídico. O bem-estar da criança ou adolescente deve ser sempre prioridade.

Formulário enviado com sucesso!

Agora iremos preparar as suas documentações iniciais para serem preenchidas:

Muito em breve, iremos enviar um link pelo WhatsApp para você assinar pelo seu próprio celular. Não se preocupe, o passo a passo é bem simples e intuitivo. Qualquer dificuldade basta nos chamar por lá!

MENU

CONTATO

atendimento